quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mães pelo planeta

Não é à tôa que o termo 'Mãe Natureza" ou 'Mãe Terra', nossa abençoada Gaya data de tempos não conhecidos. Mãe é aquela que provê, que dá vida, que abraça o ser nascido de seu ventre lhe mostrando os frutos, os erros e os acertos do caminho vindouro. Hoje, beirando a um colapso climático, com governantes em descaso à grande bomba relógio que figura o equilíbrio ambiental, retorna à nós a responsabilidade de banhar a terra que nossos filhos pisarão, torná-la habitável e atrasar os ponteiros da bomba que nós criamos por muito querer conquistar. Cabe à mãe, ensinar ao filho através do exemplo, o amor à terra, o respeito à água, a necessidade do ar. Cabe à ela o exemplo do bem cuidar, do pouco gastar, do reciclar, do divulgar. Mães preocupadas com o planeta, preocupam-se com os filhos de todas, sem distinção, na preocupação de garantir aos netos um réstio de água fresca para matar a sede. Por falar em matar, a mãe deseja que os homicídios cruéis vividos pelas florestas, pulmões do mundo, cesse, a começar pelo seu próprio jardim. As mães que ainda não se deram à maternidade e que talvez não pretendam ter filhos em um mundo que chora no corredor da morte, ainda cabe o amor. Aquele amor feminino, digno da maternidade, que sabe amar incondicionalmente. Capaz de mover moinhos em prol de sua prole e por esse motivo, mais do que capaz de mover o mundo à redenção. Sustentabilidade não é assunto para se limitar às revistas e às breves reportagens na televisão. Sustentabilidade é marca de amor, amor desvelado que deseja respirar o ar que lhe cerca e prender nos próprios pulmões para que o filho abençoado tenha um dia uma reserva de ar materno que lhe garantirá a vivência. É a gota de orvalho que já quase se esvai, beijando a folha serenamente garantindo o seu frescor. É assunto para ser tratado em ação, a cada exemplo, a cada minuto, na refeição familiar, na escola, no trabalho, na educação. Ainda não tornou-se mais há de tornar-se através das vozes maternas diversas assunto primordial no lar, de amor, de exemplo, de sobrevivência, essencial para que haja um futuro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O que eu posso fazer hoje?

Cada dia mais calor, mais desastres naturais, desequilíbrios ecológicos sem igual. Acordos de meio ambiente que não são cumpridos, muito menos levados a sério. E de quem é a culpa? Quem são os responsáveis por tudo o que está acontecendo ao nosso redor? Nó. É muito simples colocarmos a culpa nos governantes ou nos países que não aceitam participar dos acordos mas e o que nós fazemos? O pouco que fizemos hoje se torna muito ao somar-se com o pouco que não foi feito pelos nossos vizinhos. E a bola de neve das atitudes que não fazemos se torna uma imensa onda de calor, chuvas e mortes. Você acendeu algum cigarro hoje? Licou o ar condicionado? Gastou água desnecessariamente, ou deixou de economizar? Jogou fora o que poderia ser consertado e reaproveitado para comprar um novo? Deixou a torneira pingando? Enfim, pequenos detalhes do dia a dia se tornam enormes quando uma mãe percebe que perdeu sua família em uma enchente. Não, não é exagero. É fato, real e urgente. Cabe a todos nós a realização de pequenas atitudes que se tornem grandes ao final de uma conta cruel que estamos calculando a muitos anos contra a natureza, reduzindo a área verde, poluindo os rios, reduzindo os animais, contaminando o ar. Ouvi neste final de semana uma frase muita sábia de uma educadora: Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes mas a natureza não perdoa.